Transcriação – O que é?

O que é? De onde vem? Do que se alimenta?
Mesmo quem nunca trabalhou na área de tradução tem uma boa ideia do que consiste o trabalho: verter um texto que se encontra em um idioma para outro. Agora, como ficaria a tradução do seguinte trocadilho?

Life without ballet is pointeless

Life without ballet is pointeless

Uma tradução preocupada apenas com o sentido da mensagem, poderia ficar: “Uma vida sem Ballet não tem sentido nem pontas.” A graça do trocadilho acaba se perdendo.

Esse é um dos casos em que se deve aplicar a transcriação, ou seja, o processo de tradução (translation) com criação (creation). Ela difere da tradução tradicional pois o sentido original não se mantém necessariamente. No trocadilho dado, poderíamos deixar como: “Minha vida sem Ballet fica desequilibrada.” Mudam os atores, muda a estrutura, mas a essência, a sensação que o leitor tem se mantém. Neste caso específico, optei por deixar “minha vida” em vez de “uma vida” para não acabar chamando todo mundo que não pratica Ballet de desequilibrado.

Claro que há casos em que todo o documento a ser traduzido exige o processo de transcriação, como por exemplo peças publicitárias e séries totalmente focadas em piadas linguísticas. No entanto, pela minha experiência, ela costuma vir em pequenas pitadas no meio de uma tradução tradicional.

Em futuras postagens falarei mais do processo de transcriação em si.

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