Cliente com ferramenta própria

Finalmente aconteceu. Estou com um cliente que exige uso de ferramenta própria de legendagem! O contato com esse cliente com garantia de futuros trabalhos já estava certo há mais de um mês e, desde então, sofro com a antecipação de sair do conforto do meu Aegisub para um programa diferente.
Estava esperando o apocalipse, estava esperando o fim do mundo.
Há poucos dias, finalmente recebo meus primeiros trabalhos com eles e….
Foi incrivelmente bem! Claro que às vezes uso uns comandos do Aegisub que não funcionam no programa em questão, e vice-versa quando volto a trabalhar com esse. Claro que ainda há um certo desconforto, mas consegui produzir em um ritmo decente. Imaginei que, ao menos no começo, a produtividade seria ridícula de tão baixa, mas não.
Isso deveria ser meio óbvio. A maior interessada em que usemos uma ferramenta que garanta boa produtividade é a própria empresa, mas ouço tantos comentários traumáticos sobre agências de tradução que exigem o uso de CAT proprietária que fiquei bastante receosa.
Enfim, de volta do Chile e voltando ao ritmo!

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Voxcribe – Segunda tentativa

Contei há poucos dias da minha primeira tentativa, que foi mais um teste, com o Voxcribe. Fiz com um trecho de vídeo em japonês parecido com o tipo de vídeo que representa grande parte de meu trabalho.

Desta vez, testei com um vídeo parecido com esse, mas em inglês. Afinal, o programa foi feito para reconhecer esse idioma. E digo que os vídeos são parecidos pois ambos são de animação e de ficção. Ou seja, os diálogos são dublados e há efeitos sonoros e músicas de fundo.

Infelizmente, minha impressão geral continuou a mesma do primeiro teste. Em um vídeo que deu cerca de 200 legendas, ele acertou bem cerca de 10 delas. E estou sendo bem generosa nessa estimativa.

Para mim, o mais decepcionante nesse segundo teste foi o reconhecimento de fala e separação das legendas ter sido extremamente precário em trechos com quase nenhum ruído de fundo e um inglês mais claro. Na verdade, a impressão geral que eu tive (e que, provavelmente, é bem tendenciosa) foi de que o programa se saiu melhor em trechos com música ou ruído de fundo do que em trechos com o áudio mais limpo.

Enfim, para o meu uso, ficou óbvio que o programa não serve. Caso algum dia eu me depare com uma legendagem de uma palestra, testarei novamente, pois esse é para ser o ponto forte do programa.